domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sobrevivência

Ontem no velório da mãe de uma amiga minha (amiga lésbica na casa dos 60), percebi claramente o gap de gerações LGBT. 

Aquela geração de gays e lésbicas que ali estava, foi uma geração que cresceu nos anos 60/70, numa Lisboa - e num Portugal - provinciano e Salazarista. 
Foi uma geração que teve que encontrar meios de sobrevivência que hoje em dia nos parecem ridículos/desnecessários. 
Obviamente desnecessários.
Um dos meios de sobrevivência, era um casamento entre gays e lésbicas.
Com o casamento calavam os próximos e os outros.
E ontem estavam por ali, ainda casados, amigos com amigas, cada um dos quais acompanhado pelos seus companheiros e companheiras também casados e casadas com outros companheiros e companheiras.

Confuso?
Sim muito.
Mas não é a sobrevivência um meio de confundir os outros?

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Matinés do Crazy Nights

Saudades do Pisang Ambon com laranja, Blue Curaçao com 7Up, Safari Cola a ouvir o Dunas (já não me lembrava deste video tão homo-erótico e tão 80's).
Era tal uma injecção de açúcar que só faltava levar com insulina a seguir.
E era pouco tão pouco de macho.











Au Revoir La-Haut


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Os ultimos tempos

SMS's

Ele: Estás melhor?
Eu: Nem por isso.

Eu: A dor já passou?
Ele: Ela diz que que está cá para continuar.

Eu: Tens tomado medicação?
Ele: 14 comprimidos por dia algum há-de falhar...

Ele: Ainda te doí cabeça?
Eu: A rebentar

...


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

E ela tem razão

Sogra: Cortaste o cabelo!

Anfitrião: Sim (digo eu todo vaidoso e contente) , como dizem os meus amigos, voltei a parecer o puto que ia ao Alcântara-Mar com eles. E dizem que estou mais magro!!! (ainda mais altivo contente feliz orgulhoso cheio de ego).

Sogra: Ai dizem??? Uma coisa é parecer ou é estar. E estás bem mais gordo. Emagrece mas é!



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O eterno triste da casa de banho

Ao ver estas fotos do fotografo Marc Martin lembrei-me de um pobre coitado que numa casa de banho do aeroporto de Lombok, ao sair do urinol, passou rente, mas mesmo rente, a todos os outros homens enquanto espreitava e tentava ver as ditas cujas.
Aquele homem, num país de larga maioria muçulmana em que a homossexualidade é punível com morte, estava desesperado por ver uma simples pila a urinar. Não. Não era um fetiche dele, um jogo de sedução, uma aventura. 
Era uma ansiedade extrema. 
Um nervosismo imenso.

Uma necessidade.

Não fiquei com repulsa ou nojo daquele individuo. Fiquei com muita pena por ele sentir ânsia de fazer aquelas aflitivas figuras de desespero.
Depois cá fora, junto à porta de embarque olhava para ele e sentia-o triste e perdido. 
E o pior é que não era uma tristeza momentânea, era uma imensa tristeza eterna.

Eterna, tanto quanto a sua vida durar.





sábado, 20 de janeiro de 2018

Soy Luna

Deveres de Tio
Sacrifícios de Tio
Dores de cabeça de Tio



Estas pitas berram que se desunham!!!

Mytaxi not my taxi

Para ir aos Prémios Arco-Íris fui e vim de MyTaxi. Tinham uma promoção de 50% dedicada ao fim de semana dos Prémios, por isso não havia como recusar. E assim pude beber muito.
Pois que Mytaxi, só mesmo em dia de promoções.
Porque tudo o que eu odeio em apanhar um táxi, continua lá.
Os motoristas eram certamente mal amados, para além da palavra simpatia não constava no dicionário da Escola Primária, condução para além de péssima e o táxi de 1923 com a sujidade acumulada desde a última limpeza em 1962 depois do taxista ter dado uma queca com uma traveca do Conde Redondo.


...

Sim ainda ando por aqui. Ontem fui ao 5º velório deste ano, mas....... d e resto tudo bem.