Ontem no velório da mãe de uma amiga minha (amiga lésbica na casa dos 60), percebi claramente o gap de gerações LGBT.
Aquela geração de gays e lésbicas que ali estava, foi uma geração que cresceu nos anos 60/70, numa Lisboa - e num Portugal - provinciano e Salazarista.
Foi uma geração que teve que encontrar meios de sobrevivência que hoje em dia nos parecem ridículos/desnecessários.
Obviamente desnecessários.
Um dos meios de sobrevivência, era um casamento entre gays e lésbicas.
Com o casamento calavam os próximos e os outros.
E ontem estavam por ali, ainda casados, amigos com amigas, cada um dos quais acompanhado pelos seus companheiros e companheiras também casados e casadas com outros companheiros e companheiras.
Confuso?
Sim muito.
Mas não é a sobrevivência um meio de confundir os outros?






