quinta-feira, 5 de abril de 2018

Lagrimas no Myanmar

Em Yangon cruzei-me com um amigo meu de longa data. Aquele amigo que se me casasse seria um dos pretendentes a padrinho.
Logo no primeiro dia ele estava estarrecido com a gentileza, carinho e humildade do povo do Myanmar. Dizia-me que já tinha chorado três vezes. Pior que eu, disse-lhe jocosamente - no primeiro dia ao dar os meus restos de jantar a uma miserável pedinte senti-me como a dar comida a um cão vadio. Cada raspadela no prato que dava com o garfo em direção ao saco dela, cada lágrima me escorria pela cara abaixo. 

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